Pão Doce…

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E até porque não é tão doce assim, poderia ser chamado também de Pão de Leite, Pão Amanteigado ou ainda “Pão de Flor”, como nomeou o meu filho de quatro anos!! A verdade, é que estava doida pra comer um pãozinho mais macio, diferente dos pães que costumo fazer toda semana, que não possuem nenhum tipo de gordura ou açúcar… Fiquei na dúvida se fazia  a minha receita do Pão Challah (que gosto muito) ou a receita do Pão Doce do Richard Bertinet. Acabei escolhendo a segunda opção, porque assim poderia fazer um pão inédito e, ao mesmo tempo, poderia apresentar o livro desse autor, bem como o seu método de trabalhar a massa.  No entanto, devo advertir que não é um pão para cada dia, pois para que ele fique macio é necessário uma certa quantidade de gordura, e este sim leva manteiga, leite e ovos, além do açúcar… Então prepare-se!!

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O livro se chama Pães Deliciosos, simples e contemporâneos. Pra quem está iniciando na área, este livro é realmente útil, pois as receitas são simples, feitas com fermento biológico e com uma boa variedade de ideias!! Eu aproveitei apenas a receita básica do capítulo sobre Pães Doces e dei meu toque pessoal, ou seja, não consegui resistir e fiz um pré-fermento com um pouco do leite, açúcar e metade do fermento da quantidade total da receita (até formar uma pastinha, como na foto abaixo); deixei a massa descansando por 15 minutos antes de começar a trabalhar; improvisei um formato e incrementei com sementes de papoula. 

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Para a receita básica, você vai precisar de: 250 g de leite integral; 15 g de fermento biológico fresco; 500 g de farinha de trigo; 60 g de manteiga sem sal; 40 g de açúcar; 10 g de sal, 2 ovos, e um terceiro para pincelar. Nesse tipo de pão é importante que todos os ingredientes estejam em temperatura ambiente, então, uma hora antes de começar retire da geladeira os ovos, leite e manteiga. Eu deixei o pré-fermento descansando por quase 30 minutos e acrescentei ao restante do leite da receita (já com a outra metade do fermento dissolvido), adicionei os ovos, o açúcar, a farinha com o sal e a manteiga; misturei tudo, e  depois do tempo de descanso de 15 minutos, trabalhei a massa, que estava bem úmida!  

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Resolvi utilizar o método desse autor: o método francês, mas fique à vontade para utilizar o método do Hadjiandreou, já mencionado no post do Pão Básico. Como levaria muito tempo com explicações, resolvi “unir o útil ao agradável” e anexar o vídeo do próprio Bertinet (logo no começo ele mostra como é, mas aproveite para dar uma olhada em tudo, um pouco de técnica nunca é demais!). Bom, depois de 10 minutos fazendo esse movimento que você acabou de ver no vídeo e que me rendeu uma pequena dor nas costas (estou ficando velha!) a massa ficou melhor, mas ainda pegajosa (nesse momento é bom resistir e não acrescentar farinha, isso somente modificaria a receita).  Mesmo assim, deixei-a descansando por uma hora dentro de um recipiente, o que ajudou bastante, a massa ficou bem diferente, mais macia e firme; e aproveitei para formar as bolinhas (a massa cresce bastante, então é possível fazer mais pães do que o apresentado aqui), pincelar com o ovo (eu faço uma mistura mais leve, somente a gema com uma colher de sopa de água) e deixar crescer novamente por cerca de 40 minutos (coberta com um plástico). Nesse meio tempo, ligue o forno a 220° C, e quando colocar a massa diminua para 200 C, e deixe assar por mais ou menos 20 a 25 minutos ou até ficar um dourado bem bonito (isso pode levar mais, ou menos tempo, vai depender do seu forno).

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O resultado foi um pão com uma bela aparência e boa textura! Fofinho e macio, era exatamente isso o que eu queria!!  Não é à toa que essa receita é básica, com ela você pode criar inúmeras possibilidades, é só acrescentar algo como frutas secas, cacau em pó ou pedacinhos de chocolate, amêndoas, raspas de laranja ou até mesmo coisinhas salgadas como bacon ou queijo, além da possibilidade de vários formatos e tamanhos.

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Não sei se você sabe, mas pão caseiro não deve ficar guardado por muitos dias em temperatura ambiente. Por não ter sido feito com fermento natural e por não conter nenhum produto químico, ele não vai se manter por muito tempo. Nesse caso, guarde seu pão (em fatias ou em partes) em um saco plástico e congele-o; retire quando for necessário (descongele no forno), assim você sempre vai ter um pãozinho fresco! Esse aqui da foto eu descongelei (mas resolvi tostar) e passei um pouco de geleia… ótimo para variar no café da manhã ou na merenda, como se diz na minha terra!

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15 respostas em “Pão Doce…

  1. Obriga Bruna, realmente aqui no Brasil são muito difíceis de encontrar e caras ou tentar com a chia.
    O pão doce vc não assou com vapor ?
    Já fiz os outros branco e integral e firem muito sucesso por aqui !! Muito obrigada pelas dicas !!

    • Oi Mårcia!! Em último caso vc pode usar gergelim!!! Nunca coloquei vapor nesse tipo de pão, porque já tem uma quantidade boa de açúcar (que carameliza no forno), além da misturinha da gema que é pincelada na massa, isso já ajuda bastante… Que bom que as receitas estão dando certo, nada substitui um pão caseiro feito com amor!!! Obrigada márcia!!! 🙂

  2. Olá! Parabéns pelas postagens! São muito instrutivas e motivadoras!
    Eu nunca tinha feito pão mas ganhei uma batedeira kitchen aid e resolvi tentar. Tenho o livro do Emmanuel e estou gostando de experimentar apesar de que só a challah ter ficado boa até agora!
    O que eu gostaria de saber é se nesse processo de sova eu posso usar a batedeira, sabe esse que a cada dez minutos vc tem mexer na massa? Pq eu não tenho prática no movimento. E vc sabe onde encontro receitas que posso fazer na batedeira?
    Obrigada e continue nos ajudando a fazer delícias!

    • Oi Mariane!!! Antes de qualquer coisa, obrigada!!! 😉 . Olha, vou ser sincera com você… Eu não usaria uma batedeira não!! A não ser para fazer um pão tipo Brioche.. Se vc colocar as mãos na massa vai ganhar mais experiência, assim penso eu! Mas de qualquer forma vc pode usar uma batedeira, dessas que tem um gancho específico pra massa de pão. Acredito que para esse método do Emmanuel, basta colocar na velocidade mínima e deixar agindo por alguns segundos. Na realidade, vc tem que experimentar e vê como funciona. Eu nunca usei, a não ser pra fazer Brioche porque a massa, realmente, fica muito pegajosa! O livro do Hadjiandreou é muito bom, mas tem algumas falhas nas quantidades, ele mesmo abriu uma página com o nome do livro em Inglês : How to make bread, para tirar as dúvidas. E não, não conheço nenhum livro de receitas que utilize uma batedeira pra fazer pão, mas deve existir! Digo uma coisa, se vc continuar tentando vc consegue pråtica no movimento, sem dúvida! Obrigada novamente Mariane! Um abraço!

  3. Bruna, acabei de traçar meu pão. Usei o vapor como vc ensinou, tomando muito cuidado para não me queimar. O pão ficou maravilhoso, super macio, hidratado, nada do secume ao qual estou acostumada. Acho que na próxima vez, deixarei mais uns minutinhos para dourar mais. Fiz dentro de um tabuleiro, igualzinho ao seu em formato de flor e o fundo não dourou, mas dei as batidinhas e tava oco. Nossa, comi 3 1/2 pétalas 😀 Valeu a paciência e a quase dor na coluna porque usar a técnica do Richard não é para qualquer um. Tirei fotos, pena que não dá para colocar aqui. bjo e muita gratidão.

    • Simone! Que legal! Que bom que deu certo! Olha só, esse tipo de pão não precisa de vapor, vc pode assar sem vapor mesmo, porque ele já é bem hidratado e a cor tb é resultado da misturinha da gema com água que vc pincela a massa… Mas fiquei feliz que vc conseguiu fazer! O pré-fermento dessa receita e os 15 minutinhos que dei antes de começar a trabalhar com a massa é totalmente opcional, bem como o método do Richard que pode ser substituído pelo método do Emmanuel Hadjiandreou, o qual é menos trabalhoso! Ok? Mas acho que valeu a experiência, não é? Abraços!!

  4. Oi Bruna, mas dada a minha insatisfação com o forno ressecante, achei melhor usar o vapor. Eu usei a gema, mas pura para pincelar, e a parte que ficou colada ao tabuleiro foi que não dourou, mas o pão assou e ficou bonito. Eu optei por não usar o pré-fermento para ir mais rápido. No final, achei super válido quebrar a coluna para fazer o método do Richard 😀
    Um tipo de pão que ainda não acertei é a broa. Não há jeito de ela ficar macia. A massa fica maravilhosa, mas entrou no forno, vira pedra. Torço que vc faça uma broa para compartilhar conosco. Abço

  5. Olá, Bruna fiquei com uma dúvida na receita. É a seguinte o pré fermento é igual ao do pão básico? Parece que sim, mas você disse que “Eu deixei o pré-fermento descansando por quase 30 minutos e acrescentei ao restante do leite da receita (já com a outra metade do fermento dissolvido)”. Então você usou no pré-fermento leite?

  6. Olá, Bruna. Passei só pra deixar registrado que suas receitas me proporcionaram os melhores pães que já fiz. Antes do seu blog era apenas uma degustadora de bons pães artesanais e fiquei muito feliz em conseguir reproduzi-los em casa. Fiz o integral e esse doce/amanteigado e ambos ficaram surpreendentes (segui os métodos expostos à risca e utilizei a farinha mirella, uma ótima descoberta). Muito obrigada por compartilhar esse amor e carinho com a preparação mais simbólica, que é o pão. Você despertou em mim o interesse em me aprofundar nessa literatura. Gostaria muito que continuasse compartilhando receitas no BLOG. Obrigada!

    • Priscilla, sua mensagem foi muita carinhosa, adorei!! Fiquei muito feliz! Realmente parei de postar por um tempo. A mudança pra Bélgica me deixou muito ocupada e o blog foi ficando para segundo plano. Mas estou pensando em postar logo logo, ok? Você descobriu a Mirela com o meu blog? Eu costumava usá-la no Brasil, é uma das melhores mesmo! Obrigada e um abraço!

      • Bruna, eu já estava para dizer o mesmo. Também tenho sentido falta de novas postagens. Volta logo com seus lindos pães!
        Eu resolvi parar de fazer pães na MFP depois que ela deu problema, e mesmo após seu conserto, estou fazendo na mão e meus parâmetros são suas dicas e os dois livros (Bertinet e Emmanuel “aquele sobrenome impronunciável). Eu também os asso em uma penela de ferro e acho que aos pouquinhos vou aprendendo a fazer de forma que fiquem lindos como os seus.
        Ótima lembrança da Mirella (até esqueci dessa marca). Eu tenho usado a do Vale Ecológico que vem em pacote de papel e adoro porque eu acho que o papel ajuda a manter a farinha sequinha ao contrario da embalagem plástica. Abraço.

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