Pão de alecrim

jadimIIGente, esse é o jardim dos meus sogros lá na Bélgica!! Fui visitá-los, como faço todos os anos, e sempre fico encantada com tanto verde ao redor, talvez por ter nascido em uma região com tanta carência de chuva e de uma flora abundante nessa linda cor!  E por falar em chuva, esse é o principal motivo por ser tudo tão verdinho por lá… Ela faz parte do cotidiano dos belgas e aparece (mesmo sem ser chamada!!) em todas as estações do ano. Com chuva ou sem chuva, acredito ser interessante morar em um lugar onde se possa perceber as quatro estações! E como pode ser visto na foto, para minha felicidade, estava em pleno outono…

JardimIIIFiquei me perguntando por que não experimentei fazer um pão com uma das famosas cervejas belgas ou com um delicioso chocolate belga (?!) Teria sido mais interessante, até porque faço pão de alecrim quase toda semana, e não seria nenhuma novidade, pelo menos não pra mim!! Mas não consegui resistir à tentação de fazer um pão com uma erva colhida diretamente do jardim da minha sogra… Nossa, é tão difícil encontrar algo como alecrim, tomilho, sálvia e orégano frescos na minha cidade, que não iria perder essa oportunidade! A cerveja e o chocolate vão ficar para outra vez!!

imageEsse pão caseiro é muito simples e saudável, pois não costumo adicionar açúcar e nenhum tipo de gordura nos meus pães. Decidi usar somente alecrim (e não todas as ervas mencionadas), porque achei que seria  uma confusão de aromas e sabores, e queria um pão com uma personalidade só! Além do que, queria chamar atenção para um dos benefícios desta erva (que descobri recentemente e quase ninguém sabe!) é que o alecrim melhora o desempenho cognitivo, auxiliando na memória, raciocínio, criatividade e atenção… Bom, agora, acho que arranjei um belo (e necessário) motivo para continuar a utilizar alecrim com frequência!.

imageFoi uma experiência diferente pois tudo foi novidade pra mim, desde  a farinha, passando pela temperatura ambiente, até o forno. E por falar nisso, que forno!!! Tão bom que ajudou a criar uma orelha (ou pestana) no pão, algo que raramente consigo no forno aqui de casa (sem a ajuda da panela de ferro, claro!).

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Então, se você se interessou por esse pão, para começar, dê uma olhadinha no post do pão branco, tanto na receita quanto no método, e acrescente aí uma esponja,  que fiz nesse caso porque, para variar um pouquinho, queria dar uma ativada no fermento. Peguei um pouco da água, farinha, os 5 g de fermento seco e fiz uma pastinha, deixei crescer por 30 minutos, e acrescentei ao restante dos ingredientes. Adicionei o equivalente a dois ramos grandes de alecrim picado grosseiramente, mas isso é uma questão pessoal, pois como o alecrim tem aroma e sabor marcantes, uma pequena porção já dá conta do recado (no entanto, minha sogra disse que poderia ter colocado mais… Pois é, questão de gosto não se discute!!).

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Sempre tive vontade de trabalhar com uma farinha européia! Essa, eu encontrei em uma loja de produtos “BIO” e é proveniente de um moinho na Holanda, onde os grãos são moídos à pedra.  Apesar de ser uma farinha branca, ela parecia ser mais escura do que o normal (mas acho que é um bom sinal!), e a massa ficou bem elástica desde o início, apesar de muito hidratada, sinal que o nível de proteína é bem elevado.

Apesar de ter achado que poderia ter crescido mais, e ter ficado com  um miolo mais aberto, o pão fez o maior sucesso!!. Os meus sogros adoraram, principalmente porque inventei de fazer um “tomaatjes met garnalen op toast” (ou você estava achando mesmo que na Bélgica só se fala Francês?!? Na região de Flandres fala-se Flamengo, um dialeto da língua holandesa 😉 ), que significa nada mais do que um pão tostado/grelhado (ou bruschetta) com tomatinhos e camarão, nesse caso, esses pequeninos camarões cinzas (grijze garnalen) típicos do mar do norte.  E por falar nisso, você sabe qual o segredo de uma boa bruschetta?

imageUm bom pão!!! E ingredientes de qualidade. Se você não tiver uma grelha, coloque algumas fatias no forno para que elas fiquem ligeiramente crocantes, esfregue um dente de alho nelas (ainda quentinhas), tempere com um pouquinho de sal, pimenta e um bom azeite, e agora é só distribuir sobre as fatias tomatinhos com ervas; abobrinha grelhada com queijo de cabra; ‘mozzarella’ de búfala com anchova etc etc, há uma infinidade de opções, é só usar sua imaginação! Vejo você no próximo post! tot ziens!

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Saudável mesmo é fazer seu próprio pão integral em casa!

integral 2Quando era criança minha irmã e eu costumávamos comprar pão todos os dias na mercearia perto de casa. Lembro que nossa mãe sempre recomendava, meio em tom de brincadeira: “peça um pão branco, bonito, mole e delicado!!”  E assim mesmo nós repetíamos para o “Seu Chico” que nos entregava um lindo pão dourado, com uma casca crocante e um miolo macio, um pouco maior em largura e menor em comprimento que uma baguete. E eu adorava esse pão!! Lá em casa era uma briga entre meus irmãos e eu para ver quem ficava com o pedaço do meio, que tinha a casquinha mais crocante e era divino com um pouco de manteiga e uma xícara de café com leite!! Até então, nunca tinha ouvido falar de Pão Integral (realmente não faz parte da nossa cultura!!). Somente um tempo depois, quando comecei a me preocupar com a minha saúde e, consequentemente, com a minha alimentação, foi que tomei conhecimento dessa opção mais nutritiva, a qual era somente encontrada no supermercado; e que eu, iludida, consumia, achando que estava me alimentando bem… Mas você já parou para ler os ingredientes desses pães que são vendidos dentro daqueles sacos horrorosos?

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O Pão Integral que encontramos no supermercado possui os seguintes ingredientes: farinhas, glúten, açúcar, óleo de girassol, sal, emulsificantes diversos, conservador propionato de cálcio, melhoradores (sei lá em que quantidade!), entre outras porcarias, além de apresentar um péssimo aspecto! E eu achava que estava sendo saudável!!! Saudável mesmo é fazer seu próprio Pão Integral em casa!! Por que colocar para dentro do seu corpo esses produtos químicos que não agregam nada? Depois que comecei a fazer meu pão em casa, nunca mais comi dessa “borracha”!! E se você quiser tentar fazer o seu, vai precisar do seguinte: Farinha: 300 g de farinha de trigo + 200 g de farinha de trigo integral (a quantidade de farinha integral pode ser aumentada, para isso acrescente um pouco mais de água); Água: 360 g; sal: 10 g; fermento biológico: 10 g (fresco)  ou 5 g (seco). A novidade nesta receita, é que faço um tipo de pré-fermento.

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Eu chamo esse pré-fermento de esponja (de curta duração), e foi uma das primeiras coisas que aprendi a fazer no intuito de melhorar o pão, além do vapor no forno, claro! Este, especificamente, é um processo rápido, pois é adicionado toda a quantidade do fermento da receita, e por isso leva somente 30 minutos para ficar pronto (ao contrário dos pré-fermentos de longa duração, como o poolish ou biga, onde somente uma pequena parte do fermento é adicionado, precisando de mais tempo para fermentar). É como se você desse uma ativada no fermento antes de adicionar o restante dos ingredientes e, com isso, tenta-se, pelo menos, dar mais qualidade ao pão (sabor e textura). Para fazer a “esponja”, você coloca, por exemplo, uma colher de sopa do total da farinha em um recipiente ; adiciona o fermento e depois um pouco de água (também do total da água da receita), numa quantidade que transforme essa mistura em uma “pasta”. Por ser uma quantidade pequena, essa esponja também pode ser feita à parte, sem retirar os ingredientes da receita original. 

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Eu adicionei uma colherinha de mel, acho que dá mais sabor a esse tipo de pão. Deixe o recipiente tampado em um lugar morno, por mais ou menos 30 minutos, você vai perceber que a mistura cresce, fica cheia de furinhos e meio molenga (foto acima). Adicione a “esponja” no restante da água da receita original, e depois a farinha com o sal. Trabalhe a massa (tem uma sugestão do método no post do Pão Branco), e asse-a ( também já falei sobre a melhor maneira de assar o pão no post do forno/vapor, dá uma olhadinha nele).

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Cada  farinha de trigo apresenta suas peculiaridades, algumas são mais finas ou mais grossas, mais claras ou mais escuras, absorvem mais ou menos água etc, influenciando no resultado final do seu pão. Eu acabei fazendo dois pães, utilizando o mesmo método, porém com farinhas e esponjas diferentes (uma mais líquida e a outra um pouco mais sólida). E você pode ver a diferença no miolo… Mas devo dizer que nenhum ficou devendo no sabor, que é o que mais interessa!! Mesmo sendo louca por um pãozinho branco, aprendi a gostar do pão integral, e com certeza vale a pena investir nessa opção mais saudável… E para entrar ainda mais nesse clima, aproveite esta receita e acrescente algumas sementes “poderosas”, como gergelim ou linhaça, e transforme o seu café da manhã em uma refeição mais nutritiva!!